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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Estômago: Patologia - Gastrite

O estômago é um tipo de bolsa que recebe o que ingerimos. Internamente, é forrada por mucosa, uma camada rosada parecida com a que temos em nossa boca.
Gastrite é a inflamação da mucosa do estômago e, muitas vezes, tem diferente significado para os leigos e para os médicos.
O público, freqüentemente, usa o termo gastrite como queixa, representando vários desconfortos relacionados com o aparelho digestivo.
O médico, após examinar o paciente e fazer os exames necessários, conclui que existe gastrite, inclusive, muitas vezes sem sintomas e outras vezes em que não existe significado clínico destacável.
As gastrites podem ser agudas ou crônicas.
Gastrite aguda
Gastrites agudas permitem uma abordagem mais simplificada, por serem de aparecimento súbito, evolução rápida e facilmente associadas a um agente causador.
Medicamentos, infecções e estresse físico ou psíquico podem levar à uma gastrite aguda.
 
  • Ácido acetil-salicílico (aspirina, AAS), antiinflamatórios não esteróides, corticóides, bebidas alcoólicas e a ingestão acidental ou suicida de certas substâncias corrosivas são exemplos de agentes agressores.
  • Alimentos contaminados por germes, como bactérias, vírus, ou por suas toxinas são causa freqüente de inflamação aguda do estômago, como parte de uma infecção, genericamente conhecida como gastroenterite aguda.
  • Situação bastante conhecida é a hemorragia digestiva superior aguda, com vômitos e evacuações com sangue.
  • A hemorragia digestiva pode ocorrer como complicação de situações graves como o estresse pela longa permanência dos doentes em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), em períodos pós-operatórios, em pacientes com queimaduras em extensas áreas do corpo, em politraumatizados ou em pacientes com infecção generalizada (chamada de septicemia).

Gastrite crônica
Em relação à gastrite crônica, também, existe muita confusão, principalmente no que se refere aos sintomas e à relação com os agentes causadores. 

 

  • Sabe-se que a bactéria Helicobacter pylori pode determinar uma gastrite crônica.
  • Na gastrite crônica atrófica, situação em que diminuem muito as células da mucosa do estômago, existe considerável redução na produção do ácido gástrico, que é importante para a "esterilização" do que ingerimos e para a digestão dos alimentos.
  • Por vezes, a bile que o fígado descarrega na porção inicial do intestino delgado (chamado de duodeno), reflui para o estômago, causando inflamação crônica.

Estes fatores, atuando isoladamente ou em conjunto, podem determinar gastrite crônica.

A maioria dos casos crônicos não apresenta sintomas.
Já na gastrite aguda, quando existem queixas, são muito variadas:
 
  • dor em queimação no abdômen
  • azia
  • perda do apetite
  • náuseas e vômitos
  • sangramento digestivo, nos casos complicados, demonstrado pela evacuação de fezes pretas (melena) e/ou vômitos com sangue (hematêmese).

Por deficiência de absorção de Vitamina B12 e ácido fólico, pode ocorrer anemia manifestada por:
 
  • fraqueza
  • ardência da língua (glossite)
  • irritação dos cantos dos lábios (comissurite)
  • diarréia
  • mais raramente, alterações neurológicas envolvendo memória, orientação e coerência, quadro clínico relacionado à gastrite atrófica.


Na gastrite aguda, baseando-se na história clínica, sendo em geral desnecessário exames.
Na suspeita de complicações, como a hemorragia, a endoscopia digestiva alta é o exame indicado. A endoscopia é um exame que permite enxergar diretamente a mucosa, mostrando alterações sugestivas de algum tipo de gastrite.
Entretanto, 40% dos casos de gastrite crônica nada mostram.
Por isso, considera-se que o diagnóstico das gastrites crônicas é, fundamentalmente, histológico, ou seja, pelo exame microscópico de fragmentos da mucosa colhidos por pinça de biópsia que passa através do próprio endoscópio.

O tratamento está relacionado ao agente causador.
 
  • Nos casos de gastrite aguda associada ao uso de medicações antiinflamatórias, sua suspensão e/ou substituição, associada ao uso de medicamentos que neutralizem, que inibam ou bloqueiem a secreção ácida do estômago, é o tratamento básico.
  • A endoscopia, mais utilizada nos casos de gastrite aguda acompanhada de sangramento, além de poder fazer o diagnóstico, pode interromper a hemorragia aplicando variados tratamentos locais.
  • Não há consenso sobre a vantagem de tratar a bactéria Helicobacter pylori quando há gastrite sem úlcera, pois não tem sido observada uma melhora significativa dos sintomas digestivos.


  Para se prevenir deve-se:
  • Evitar o uso de medicações irritativas como os antiinflamatórios e a aspirina.
  • Evitar o abuso de bebidas alcoólicas e do fumo.
  • Existem controvérsias quanto ao hábito da ingestão de café e chá preto influir nas gastrites, por isso o seu consumo deverá depender da tolerância individual.
  • A melhoria das condições sanitárias, do tratamento da água de consumo doméstico, da higiene pessoal (lavar as mãos antes de tocar alimentos), dos cuidados no preparo e na conservação dos alimentos, faz decrescer significativamente as vítimas das toxinfecções alimentares (gastroenterites).

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Estômago: Patologia - Dispepsia

A dispepsia, vulgarmente designada por má digestão, é constituída por um conjunto de sintomas surgidos na porção central do abdómen, acima do umbigo.

Causas
A dispepsia tem muitas causas. Porém, as mais habituais e mais rapidamente associadas à patologia são:

  • Engolir ar (aerofagia)
  • Regurgitação (refluxo) de ácido proveniente do estômago
  • Irritação do estômago (gastrite)
  • Úlcera gástrica ou duodenal
  • Cancro do estômago
  • Inflamação da vesícula biliar (colecistite)
  • Intolerância à lactose (impossibilidade de digerir o leite e os produtos lácteos)
  • Perturbações da motilidade intestinal (por exemplo, síndroma do intestino irritável) Ansiedade ou depressão

No entanto, o aparecimento de dispepsia pode resultar de diferentes patologias digestivas, em particular de doenças que afectam o estômago e duodeno. Uma das situações mais representativas é a úlcera péptica, uma ferida do revestimento interno destes órgãos. Esta doença pode resultar da toma de certos medicamentos, como sejam os anti-inflamatórios e a aspirina. Pode, por outro lado, ser causada pela infecção do estômago por uma variante mais agressiva duma bactéria frequente, o Helicobacter pylori.
Em alguns doentes, os sintomas podem ter origem noutros órgãos, surgindo, por exemplo, em consequência de doença do pâncreas ou de cálculos biliares. É relativamente raro, especialmente em pessoas com idade inferior a 45-50 anos, que a dispepsia esteja relacionada com doenças malignas, designadamente com o cancro gástrico. Em muitos casos a dispepsia corresponde apenas a uma perturbação do funcionamento digestivo, a qual pode surgir mesmo sem doenças subjacentes. Estas situações são designadas por dispepsia funcional.

Sintomas
A dispepsia engloba dois subgrupos distintos de queixas: por um lado, a sensação de dor ou ardor na região do estômago e, por outro, a ocorrência de dificuldade de digestão, seja traduzida por saciedade precoce, seja manifestada por enfartamento pós-prandial.
Por saciedade precoce entende-se a sensação de preenchimento rápido do estômago após início da refeição, desproporcional à quantidade de alimentos ingeridos e impedindo a continuação da refeição.
O enfartamento pós-prandial corresponde à sensação desagradável de persistência prolongada dos alimentos no estômago.
A dor e o mal-estar na parte superior do abdómen ou no peito pode ser acompanhada de arrotos e de ruídos abdominais ampliados (borborigmos). Nalgumas pessoas, a ingestão de alimentos agrava a dor, a outras alivia-a. Outros sintomas incluem perda de apetite, náuseas, prisão de ventre, diarreia e flatulência.

Tratamento
Quando as queixas são desencadeadas por este ou aquele alimento e, é muito frequente isso acontecer, o nosso médico recomenda-nos que durante algum tempo retiremos esse alimento ou esses alimentos da dieta. O beneficio desta atitude é com frequência temporário e de pouco valor.
Sempre que possível, devemos fazer uma alimentação variada. Uma vida calma, com refeições agradáveis, sem grandes quantidades de alimento, ingeridos sem pressa pode ajudar a aliviar os sintomas.
Durante um curto período de tempo pode experimentar-se a administração dum anti-ácido ou dum bloqueador dos receptores H2, como a cimetidina, a ranitidina ou a famotidina. Se a pessoa tiver uma infecção por Helicobacter pylori na mucosa do estômago, o médico normalmente prescreve subsalicilato de bismuto e um antibiótico como a amoxicilina ou o metronidazol.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Teste: Você tem Qualidade de Vida ?

Para animar um pouco a semana, que andou um pouco estressante, vou postar um teste bem interessante.
Esse teste foi elaborado pela CPH Tecnologia em Saúde, empresa voltada para o desenvolvimento de projetos na área de promoção de saúde e qualidade de vida, possibilita uma avaliação de seu nível de qualidade de vida.


Qualidade de Vida é mais do que ter uma boa saúde física ou mental. É estar de bem com você mesmo, com a vida, com as pessoas queridas, enfim, estar em equilíbrio.

Isso pressupõe muitas coisas; hábitos saudáveis, cuidados com o corpo, atenção para a qualidade dos seus relacionamentos, balanço entre vida pessoal e profissional, tempo para lazer, saúde espiritual etc.

Ser competente na gestão da própria saúde e estilo de vida deveria fazer parte das prioridades de todos.

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Estômago: Patologia - Câncer

Peço desculpas por ter ficado um pouco ausente esses dias, mas estou de volta! Hoje vou falar um pouco sobre câncer no estômago.

O tecido que reveste o estômago é composto por quatro camadas: a interna, chamada mucosa, contém as glândulas secretoras de pepsina e de ácido hidroclorídrico.
A próxima camada é a submucosa, que dá sustentação à mucosa. A terceira, é formada por músculos que se contraem para ajudar os sucos gástricos a homogeneizar o alimento. A última camada, chamada serosa, recobre todo o estômago.
A incidência de câncer de estômago tem diminuído consideravelmente nos últimos trinta anos, principalmente nos países ocidentais. Não se sabe bem o porquê, mas estudos têm sugerido que isso se deve ao desenvolvimento de métodos mais apropriados de conservação dos alimentos.
A ocorrência de câncer de estômago é duas vezes maior em homens do que em mulheres e costuma acometer pessoas acima de 50 anos de idade.
Suas causas exatas ainda não são conhecidas, mas pessoas que sofrem de distúrbios gástricos provocados por uma bactéria chamada Helicobacter pylorii parecem estar mais suscetíveis a desenvolvê-lo, bem como as que sofrem de anemia perniciosa, que resulta em uma deficiência de vitamina B12. A propensão hereditária de formação de pólipos no estômago também pode ser um fator de risco

Sinais e sintomas mais freqüentes

O câncer de estômago é curável, na maioria dos casos, quando detectado em sua fase inicial. Entretanto, sua detecção precoce é relativamente difícil, uma vez que no começo, não costuma apresentar sintomas.
Quando ocorrem, os mais comuns são:
  • Repetidos episódios de indigestão
  • Perda de apetite
  • Dificuldades para engolir
  • Perda de peso
  • Inchaço abdominal após as refeições
  • Náuseas constantes
  • Azia persistente
  • Sangue nas fezes ou fezes escuras demais
Estes sintomas são comuns em muitas outras situações; a maioria das pessoas que os apresentam não tem câncer de estômago. Entretanto, é importante relatá-los ao médico para tratar suas causas.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico definitivo de câncer de estômago só é possível por meio de uma biópsia. Geralmente ela é feita durante uma endoscopia, procedimento que é feito por um médico gastroenterologista, que introduz pela boca do paciente um tubo fino contendo um telescópio na extremidade que desce pelo esôfago até atingir o estômago.
Com este aparelho o médico é capaz de visualizar o interior do estômago e colher uma pequena amostra de tecido para ser examinada pelo patologista, à luz do microscópio.
Se o diagnóstico de câncer for confirmado, o médico solicitará outros exames, tais como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para verificar se o câncer se espalhou para outros órgãos.

Como o câncer de estômago se desenvolve

O processo inicia-se na primeira camada do estômago - na mucosa. À medida que cresce, o tumor vai se instalando nas camadas seguintes até ultrapassar as paredes do estômago e alcançar órgãos adjacentes como o pâncreas e o baço.
Posteriormente, ele pode atingir os gânglios linfáticos mais próximos e, através da circulação linfática, instalar-se em locais mais distantes, dando origem a metástases.

Tratamentos

O fator que determinará o tipo de tratamento a ser aplicado é o estágio da doença. Em outras palavras, vai depender de quanto o câncer evoluiu.
  • Cirurgia
É o método de tratamento mais importante. A extensão da operação vai depender de quanto e para onde o tumor se espalhou. Quando o tumor está restrito ao estômago, pode ser completamente removido cirurgicamente, com uma gastrectomia total ou parcial (retirada total ou parcial do estômago). Quando o tumor já atingiu outras estruturas, a cirurgia pode incluir a remoção de partes do pâncreas, baço ou fígado.
  • Radioterapia
Costuma ser a opção de tratamento posterior à cirurgia, quando o tumor não pôde ser completamente extraído.
Pode também ser empregado para diminuir tumores que estão obstruindo o trânsito digestivo e, ainda, para aliviar dores e sangramentos.
  • Quimioterapia
Até o momento, as drogas quimioterápicas conhecidas para combater o câncer de estômago não têm apresentado resultados satisfatórios, na maioria dos casos.
Algumas drogas novas estão em fase de testes, assim como o uso combinado de algumas já conhecidas. Se o seu médico considerar que o seu caso pode ser elegível para uma das pesquisas clínicas em andamento, ele irá conversar com você sobre os riscos e benefícios que você poderá obter com eles.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Teste: Psicológico

Esse teste é bem interessante: Consiste em tentar achar 3 palavras, as primeiras que encontrar são as que te descreve.
Poste seu resultado nos comentários!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Estômago: Patologia - Úlcera

A úlcera é uma lesão do revestimento (mucosa) do esôfago, estômago ou duodeno, que é a porção inicial do intestino.
O estômago, intestinos e glândulas digestivas produzem substâncias que são responsáveis pela digestão dos alimentos que ingerimos, dentre elas, o ácido clorídrico e a pepsina. Durante muito tempo o entendimento desta doença foi baseado em duas crenças: "sem ácido, não há úlcera" e "uma vez ulceroso, sempre ulceroso". Com base nestes princípios a definição era de uma doença crônica de longa duração, com períodos variáveis de atividade e de acalmia e que só ocorria na presença de ácido e pepsina, portanto, somente em áreas banhadas por estas substâncias, como o estômago e duodeno.
Com o tempo descobriu-se que o ácido não era o único responsável pelo aparecimento das úlceras e que havia outros agressores. Os principais em relação à mucosa do estômago e do duodeno são a bactéria chamada Helicobacter pylori e os medicamentos antiinflamatórios e aspirina. Os mecanismos de proteção do aparelho digestivo (produção de muco e de neutralizantes) agem como uma barreira contra agentes agressores da mucosa e tem sua função muito prejudicada pelos antiinflamatórios e pelo cigarro. O fumo facilita o aparecimento da úlcera e dificulta sua cicatrização. Além disto, a úlcera péptica é resultante do desequilíbrio entre os fatores agressores e protetores.
A manifestação mais comum da úlcera é a dor, tendo quatro características fundamentais, que auxiliam no diagnóstico, tais como: tipo, localização, ritmo e periodicidade. A dor, em geral, é referida como uma queimação e, às vezes, como dor de fome. Na maioria das vezes, localiza-se "na boca do estômago", podendo o paciente apontar com o dedo o ponto doloroso. A ritmicidade é entendida pelo alívio da dor com a alimentação, sendo descrita como do tipo "dói, come e passa". Outra característica marcante da dor, principalmente da úlcera duodenal, é sua ocorrência à noite, acordando o paciente durante a madrugada, quase sempre na mesma hora e que alivia com a ingestão de leite, antiácidos ou mesmo de água. É freqüente a repetição das queixas numa mesma época do ano o que é entendido como periodicidade. Outros sintomas podem ocorrer como enjôo, vômitos e plenitude (sensação de peso ou estufamento no estômago) após as refeições. A azia, apesar de não ser diretamente causada pela úlcera, está associada em muitos casos.
Pode acontecer da úlcera não causar sintomas e a primeira manifestação ser uma complicação da doença como o sangramento e a perfuração. Quando ocorre o sangramento o paciente nota fezes pretas, brilhantes, moles e particularmente mal cheirosas (melena) e/ou vômito com sangue vivo ou tipo borra de café (hematêmese).
Basicamente através das queixas do paciente e sua confirmação pela endoscopia digestiva, ou quando esta não está disponível, pelo Raio-X contrastado do Estômago e Duodeno. Outros exames são complementares ao exame endoscópico, como a retirada de um fragmento da úlcera (biópsia) para exame microscópico. Este informará o grau de inflamação nesta região, a presença do Helicobacter pylori e a natureza benigna ou maligna da úlcera, pois algumas são causadas por câncer.
São utilizados antiácidos para neutralizar o excesso de ácido existente no estômago ou para inibir sua secreção. Os primeiros são representados por tradicionais pastilhas e líquidos brancos contendo sais de magnésio e alumínio, enquanto os outros são administrados através de comprimidos, cápsulas ou injeções. Esses remédios também têm a função de aliviar os sintomas. O uso de medicamentos já descritos como agressivos deve ser interrompido. Completando, trata-se de eliminar o Helicobacter pela administração associada de dois ou três antibióticos.
Sabe-se que a eliminação do Helicobacter pylori com o uso de antibióticos associados a inibidores da secreção ácida resulta, na maioria dos ulcerosos, na cura da doença e que, nas pessoas nas quais a bactéria é eliminada, a taxa de recidiva, isto é, o retorno da úlcera é insignificante. Além disto, o uso indiscriminado de antiinflamatórios deve ser combatido. Quando necessários, devem ser usados com supervisão do médico, que poderá prescrever medicamentos que visam evitar a úlcera. Desestimular o fumo também constitui uma ótima atitude preventiva.
As restrições alimentares não parecem úteis na prevenção da úlcera péptica.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Orgão - Estômago


O estômago é uma bolsa de parede musculosa, localizada no lado esquerdo abaixo do abdome, logo abaixo das últimas costelas. É um órgão muscular que liga o esôfago ao intestino delgado. Sua função principal é a decomposição dos alimentos. Um músculo circular, que existe na parte inferior, permite ao estômago guardar quase um litro e meio de comida, possibilitando que não se tenha que ingerir alimento de pouco em pouco tempo. Quando está vazio, tem a forma de uma letra "J" maiúscula, cujas duas partes se unem por ângulos agudos.

Segmento superior

O segmento superior é o mais volumoso, chamado "porção vertical". Este, compreende, por sua vez, duas partes superpostas; a grande tuberosidade, no alto, e o corpo do estômago, abaixo, que termina pela pequena tuberosidade.

Segmento inferior

O segmento inferior é denominado "porção horizontal", está separado do duodeno pelo piloro, que é um esfíncter. A borda direita, côncava, é chamada pequena curvatura; a borda esquerda, convexa, é dita grande curvatura. O orifício esofagiano do estômago é o cárdia.

As túnicas do estômago

O estômago compõe-se de quatro túnicas; serosa (o peritônio), muscular (muito desenvolvida), submucosa (tecido conjuntivo) e mucosa (que secreta o suco gástrico). Quando está cheio de alimento, o estômago torna-se ovóide ou arredondado. O estômago tem movimentos peristálticos que asseguram sua homogeneização.
Esquema do Estômago (por dentro)

Suco gástrico

O estômago produz o suco gástrico, um líquido claro, transparente, altamente ácido, que contêm ácido clorídrico, muco e várias enzimas, como a pepsina, a renina e a lipase. A pepsina, na presença de ácido clorídrico, quebra as moléculas de proteínas em moléculas menores. A renina coagula o leite, e a lipase age sobre alguns tipos de gordura. A mucosa gástrica produz também o fator intrínseco, necessário à absorção da vitamina B12.

Doenças do estômago

As doenças e problemas gástricos do estômago são numerosos:
  • úlcera
  • câncer
  • a dispepsia (indigestão gástrica)
  • tumores malignos e benignos (raros)
  • gastrite
  • afecções decorrentes das cicatrizes das úlceras curadas
  • Dispepsia (perturbação da digestão)
  • DRGE ou Doença de refluxo gastroesofágico
  • Gastralgia (dores de estômago)
  • Gastroparesia (atraso no esvaziamento do estômago sem obstrução mecânica)
  • Hipercloridria (conhecida vulgarmente por "acidez estomacal" - é provocada por secreção excessiva de ácido clorídrico gástrico)
  • Hipocloridria (baixa secreção de ácido clorídrico gástrico)
  • Acloridria (não existência de ácido clorídrico gástrico)
  • Linite plástica ou Doença de Brinton (forma de cancro que se difunde por todo o estômago)
  • Pirose (conhecida vulgarmente por "azia")
  • Síndrome de Zollinger-Ellison (secreção excessiva de ácido clorídrico gástrico devido a um tumor do pâncreas)
  • Úlcera péptica  
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